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| Laura Mora |
KORO FILMES(Rodolfo Luiz Vieira): Gostaria de perguntar primeiramente: qual foi seu primeiro contato com o cinema brasileiro?
LAURA MORA: Essa é fácil, foi Glauber Rocha. Continuo fã dos seus filmes, e ainda os revisito bastante. E eu acho que foi isso que me fez perceber o quão perto são nossas culturas, as duas nações (Colômbia e Brasil). Ainda penso que as perguntas que ele faz acerca do cinema e da forma de se fazer cinema guiaram meu trabalho.
KF(Rodolfo Luiz Vieira): Você pensa que o cinema latino está ganhando mais espaço no escopo do cinema mundial com o Oscar de Ainda Estou Aqui e outros filmes ganhando atenção do publico?
LM: Eu penso... Tem uma coisa eu realmente amo sobre o que está acontecendo com o cinema latino agora, e é realmente diverso. Não conseguimos falar sobre um cinema, tem muitos cinemas, apenas por dizer. Eu penso que isso pode mostrar nossas diferenças, embora temos cicatrizes e dores que unificam nosso continente. Eu penso que festivais e o Oscar são pontos especiais em um meio contraditório. E também as plataformas como Netflix, onde filmes depois de irem a festivais e ao cinema, eles podem ir às plataformas. Tenho assistido mais cinema latino por causa disso do que costumava, porque os países não compartilham muita distribuição, distribuição nos cinemas, digo. É o que falo.
KF(Rodolfo Luiz Vieira): Como você acha que a Mostra pode mostrar o cinema latino ao mundo?
LM: Eu digo, a Mostra é um festival muito importante para nós. É uma forte tradição cinematográfica. E é muito grande. Não temos um festival desses em nenhum dos outros países. Penso que quanto mais filmes latino americanos são apresentados na Mostra, temos mais conversação para nos reconhecer melhor como latino americanos, também.
KF(Rodolfo Luiz Vieira): Última pergunta: Que mensagem você dá para cineastas latino-americanos jovens? Que tentam ganhar espaço.
LM:
O que diria é que é um caminho difícil. Seja regulado tanto quanto
apaixonado... Leia muito, não apenas assista filmes. Seja curioso com o mundo,
e seja contra também.
Autor:
Meu nome é Rodolfo Luiz Vieira, tenho 17 anos e curso o terceiro ano do Ensino Médio. Produzo alguns curtas-metragens e escrevo textos sobre cinema. Meus filmes favoritos são: Em Ritmo de Fuga; La Haine; Eu Vos Saúdo, Maria e Pai e Filha.

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Gostei como as perguntas foram pautas importantes de se abordar e das respostas coerentes. Parabéns.
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