quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O Primata - Esqueça o Jason: agora quem te persegue é um primata enfurecido

O Primata | Paramount Pictures


Uma estudante universitária e seus amigos se veem em uma luta por suas vidas quando um chimpanzé raivoso inicia um frenesi de violência.


O responsável pelas mortes não é um assassino mascarado nem uma assombração, como o filme inicialmente sugere, mas sim um chimpanzé infectado pelo vírus da raiva. Ao contrair a doença, o animal desenvolve hidrofobia e passa a apresentar um comportamento extremamente agressivo, atacando qualquer pessoa que esteja em seu caminho. Essa escolha narrativa é um ponto interessante, pois aposta em uma ameaça mais realista e perturbadora. Ao utilizar uma condição biológica como motor do horror, o filme provoca o espectador a refletir sobre os limites entre o instinto animal, a negligência humana e as consequências da interferência do homem na natureza. A proposta se destaca por trazer uma explicação plausível para a violência apresentada, o que torna a experiência mais tensa e inquietante.


Ao reunir um grupo de jovens em um local isolado, o filme constrói um cenário propício para o horror, explorando o confinamento e a sensação de vulnerabilidade dos personagens. O roteiro sabe dosar bem os momentos de calmaria e de ameaça, fazendo com que o perigo se aproxime de maneira gradual, o que aumenta o impacto dos acontecimentos. A narrativa também se beneficia de suas escolhas ao transformar elementos cotidianos em peças centrais da sobrevivência, mantendo o espectador atento e envolvido. Mesmo sem recorrer a explicações excessivas, a história se sustenta pela progressão dos conflitos e pela escalada ao caos, resultando em uma trama direta, tensa e eficiente dentro da proposta do filme.


O Vírus da raiva provoca a hidrofobia, que é o medo intenso da água, e isso afeta diretamente o comportamento do chimpanzé. Dominado por essa condição, o animal passa a evitar qualquer contato com a água, agindo de forma ainda mais agressiva diante do pânico que sente. Na casa onde os jovens estavam, a presença de uma piscina acaba se tornando um elemento crucial para a sobrevivência deles, funcionando como uma barreira natural contra a criatura. Esse detalhe é tratado de forma interessante pelo filme, pois transforma um espaço comum de lazer em um refúgio improvisado, carregado de tensão e desespero. Ao explorar o medo do animal e a fragilidade dos personagens, O Primata consegue gerar empatia e reforçar o clima de urgência, mostrando que o verdadeiro terror não está apenas na ameaça em si, mas na luta constante pela sobrevivência. Essa abordagem sensível dá mais profundidade à narrativa e aproxima o espectador do sofrimento e do medo vivido pelos personagens.


É importante estar preparado para uma experiência intensa, marcada por cenas fortes e profundamente impactantes. Ao longo da narrativa, o espectador se depara com momentos visual e emocionalmente carregados, que não apenas chamam a atenção, mas também provocam reflexões e reações significativas. As cenas de morte são cuidadosamente elaboradas do ponto de vista técnico e narrativo, demonstrando um alto nível de produção. A violência é apresentada de forma explícita, com um uso abundante de elementos sangrentos que buscam realismo, o que reforça a sensação de brutalidade e torna cada momento ainda mais impactante. Esse tratamento detalhado do gore contribui para uma atmosfera cruel e intensa, deixando claro que a obra não economiza nos excessos e aposta em uma abordagem direta, sem suavizar as consequências da violência.


O Primata se afirma como uma obra de horror, que vai além do susto fácil, apostando em uma ameaça biologicamente plausível para construir um terror mais incômodo e reflexivo. Ao substituir o sobrenatural por uma explicação científica, o filme reforça a sensação de realismo e aproxima o espectador de um medo mais concreto, ligado às consequências da negligência humana e à fragilidade diante da natureza. A narrativa direta, o uso inteligente do espaço e a escalada gradual da tensão garantem envolvimento constante, enquanto a violência gráfica intensifica o impacto emocional da experiência. Não se trata de um filme para todos os públicos, mas para aqueles que buscam um horror intenso e perturbador, a obra entrega uma experiência marcante, capaz de provocar desconforto e reflexão mesmo após o término da sessão.


Autor:


Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.


Relâmpagos de Críticas, Murmúrios de Metafísicas - Não Entre Em Pânico

Relâmpago de Criticas, Murmúrios de Metafísica | TB Produções


“Ao transpor a porta para a rua, vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro; digo o que me pareceu. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Consolava-os a saudade de si mesmos.”

— Memorial de Aires, Machado de Assis

Júlio Bressane, diretor do longa, utiliza durante toda a rodagem apenas sequências de filmes brasileiros já lançados – sejam eles de sua autoria, ou não. Neste seu projeto, são utilizados 48 filmes, o primeiro de 1898 e o ultimo, de 2022.

A odisséia da invenção sem futuro nas terras brasileiras não é tratada como uma jornada de resistência. O cunho poético de Bressane jaze justamente no ponto em que durante todo período em que possuímos o cinematógrafo, a arte de gravar foi impossível.

Limite, Carnaval da Lama e Signo do Caos. Três filmes de épocas distintas, que são juntados na rodagem do filme de Bressane, são obras que não estão em uma memória. Tudo que está em tela, não é aquilo que estava na película, a memória do cinema brasileiro já nasceu morta.

Em um país onde sempre houveram dificuldades em gravar, o cinema só passou a ser visto como resistência em um período onde o cinematógrafo se tornou mais acessível que o pincel e a tela. Mas por quê?

Bem, a arte, como já pontuada por Bressane, não é resistência, é uma anomalia. “Sem Essa, Aranha”; “O Anjo Nasceu” e “Copacabana Meu Amor” são, portanto, filmes políticos. “O Agente Secreto” e “Ainda Estou Aqui” não são filmes político, são tentativas de resistência (veja que não faço juízo de valor às obras, só estou constatando).

A obra de Bressane é, portanto, política? Diria que sim, mais poética que política, mas é de fato política em sua essência. Mas não entre em pânico, haverão outras, felizmente. Elas serão famosas? Definitivamente não.

Isso me relembra a conversa entre Don Siegel e Godard:

— Você tem algo que quero: liberdade. — disse Don.

— Você tem algo que também quero: dinheiro. — retrucou Godard.

Filmar continuará sendo impossível para aqueles que querem anomalia, mas me solidarizo. Júlio sem filmar fez o ultimo filme político do Brasil, e podemos também.

Autor:


Meu nome é Rodolfo Luiz Vieira, tenho 17 anos e curso o terceiro ano do Ensino Médio. Produzo alguns curtas-metragens e escrevo textos sobre cinema. Meus filmes favoritos são: Em Ritmo de Fuga; La Haine; Eu Vos Saúdo, Maria e Pai e Filha.

Entrevista com Laura Mora (cineasta) realizada na Mostra de SP - Rodolfo Vieira

Laura Mora


KORO FILMES(Rodolfo Luiz Vieira): Gostaria de perguntar primeiramente: qual foi seu primeiro contato com o cinema brasileiro?

LAURA MORA: Essa é fácil, foi Glauber Rocha. Continuo fã dos seus filmes, e ainda os revisito bastante. E eu acho que foi isso que me fez perceber o quão perto são nossas culturas, as duas nações (Colômbia e Brasil). Ainda penso que as perguntas que ele faz acerca do cinema e da forma de se fazer cinema guiaram meu trabalho.

KF(Rodolfo Luiz Vieira): Você pensa que o cinema latino está ganhando mais espaço no escopo do cinema mundial com o Oscar de Ainda Estou Aqui e outros filmes ganhando atenção do publico?

LM: Eu penso... Tem uma coisa eu realmente amo sobre o que está acontecendo com o cinema latino agora, e é realmente diverso. Não conseguimos falar sobre um cinema, tem muitos cinemas, apenas por dizer. Eu penso que isso pode mostrar nossas diferenças, embora temos cicatrizes e dores que unificam nosso continente. Eu penso que festivais e o Oscar são pontos especiais em um meio contraditório. E também as plataformas como Netflix, onde filmes depois de irem a festivais e ao cinema, eles podem ir às plataformas. Tenho assistido mais cinema latino por causa disso do que costumava, porque os países não compartilham muita distribuição, distribuição nos cinemas, digo. É o que falo.

KF(Rodolfo Luiz Vieira): Como você acha que a Mostra pode mostrar o cinema latino ao mundo?

LM: Eu digo, a Mostra é um festival muito importante para nós. É uma forte tradição cinematográfica. E é muito grande. Não temos um festival desses em nenhum dos outros países. Penso que quanto mais filmes latino americanos são apresentados na Mostra, temos mais conversação para nos reconhecer melhor como latino americanos, também.

KF(Rodolfo Luiz Vieira): Última pergunta: Que mensagem você dá para cineastas latino-americanos jovens? Que tentam ganhar espaço.

LM: O que diria é que é um caminho difícil. Seja regulado tanto quanto apaixonado... Leia muito, não apenas assista filmes. Seja curioso com o mundo, e seja contra também.

Autor:


Meu nome é Rodolfo Luiz Vieira, tenho 17 anos e curso o terceiro ano do Ensino Médio. Produzo alguns curtas-metragens e escrevo textos sobre cinema. Meus filmes favoritos são: Em Ritmo de Fuga; La Haine; Eu Vos Saúdo, Maria e Pai e Filha.

Socorro! - Ela sobreviveu ao sistema. Ele só sabia existir dentro dele.

Socorro! | Disney


Dois colegas ficam presos em uma ilha deserta após serem os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Na ilha, eles precisam superar antigos ressentimentos e trabalhar juntos para sobreviver, mas, no fim, trata-se de uma inquietante batalha de vontades e perspicácia, marcada por humor ácido, para sair com vida.

A protagonista, Linda Liddle, é construída como a figura da competência invisível. Ela representa profissionais — especialmente mulheres — que seguem todas as regras do sistema corporativo, mas continuam presas a um teto simbólico feito de preconceito, estética, comportamento e expectativa social. Sua frustração não nasce de ambição vazia, mas da promessa quebrada de reconhecimento. O roteiro deixa claro que Linda não quer apenas subir de cargo; ela quer ser validada. 

Criticamente, porém, Linda não é uma heroína clássica. À medida que ganha autonomia, sua trajetória levanta uma questão incômoda: até que ponto a libertação pessoal justifica a perda de limites éticos? A Narrativa parece sugerir que anos de repressão produzem não apenas força, mas também ressentimento acumulado, e Linda passa a confundir sobrevivência com controle absoluto. Ela deixa de reagir ao sistema e passa a reproduzir sua lógica, ocupando apenas outro lugar nele. Linda é, portanto, uma personagem potente justamente por não ser confortável: expõe como o discurso de empoderamento pode se tornar distorcido quando não é acompanhado de responsabilidade moral. Sua transformação não é uma redenção — é uma advertência.

Bradley, por sua vez, encarna o privilégio herdado. Sua autoridade não é construída, mas entregue, o que o torna frágil fora das estruturas que o sustentam. Ele confunde liderança com comando, e respeito com medo ou obediência. No ambiente corporativo, isso funciona; fora dele, sua insegurança se expõe. Bradley, não é apenas um antagonista individual, mas um símbolo sistêmico: representa um tipo de poder que se mantém não por competência, mas por exclusão. Seu desprezo por Linda não nasce de uma crueldade consciente, mas de uma incapacidade profunda de enxergá-la como igual. Ainda assim, o longa evita torná-lo um vilão unidimensional. Bradley é patético, contraditório e, em certos momentos, desesperado por afeto e validação. Essa vulnerabilidade não o absolve, mas o humaniza, reforçando a crítica central: o privilégio não prepara para a perda, apenas para a negação dela.

A relação entre Linda e Bradley é apresentada como um conflito de poder imposto pelas circunstâncias, não como uma parceria genuína. Eles partem de uma hierarquia desigual: Bradley sustentado por autoridade herdada, Linda marcada pela competência desvalorizada. À medida que o contexto muda, essa estrutura se desloca, expondo a fragilidade do poder dele e o fortalecimento gradual dela. O vínculo nunca se baseia em confiança, mas em dependência e tensão, funcionando como um espelho das desigualdades que moldaram ambos. Não se trata de afeto, mas de inversão de quem controla e quem obedece.

O filme é dirigido por Sam Raimi, conhecido pela trilogia Homem-Aranha com Tobey Maguire e por A Morte do Demônio, obras que consolidaram seu estilo marcado por violência estilizada e humor ácido. Embora o início do filme pareça mais contido e distante dessa assinatura, essa abordagem funciona como preparação. Com o avanço da narrativa, a presença de Raimi se torna cada vez mais clara, e o tom inicial “enganoso” dá lugar a uma condução visceral e provocadora típica de seu cinema. 

Um exemplo marcante é a cena em que Linda mata um javali durante sua luta pela sobrevivência. Mais do que uma ação, esse momento representa uma virada na personagem: evidencia sua adaptação ao ambiente hostil e a ruptura definitiva com a vida que levava antes. A cena é intensa, sem glamourizar a violência, reforçando o caráter instintivo da sobrevivência. Ao mesmo tempo, sintetiza temas centrais do filme, como transformação, resistência e a construção de poder fora das estruturas sociais convencionais. É uma demonstração clara de como o filme comunica muito sobre Linda sem precisar dizer demais, deixando que a ação e a imagem falem por si.

Socorro! vai além da história de sobrevivência para explorar relações de poder e desigualdade. Colocando Linda e Bradley em um ambiente extremo, o filme revela a fragilidade do privilégio, o acúmulo de ressentimento e a transformação de quem precisa lutar para ser reconhecido. Sob a direção de Sam Raimi, a obra equilibra humor ácido, violência estilizada e tensão psicológica, mostrando que a verdadeira luta não é apenas contra o ambiente hostil, mas contra os conflitos internos e morais dos personagens. Linda se torna símbolo de autonomia complexa, enquanto Bradley representa um poder que nunca foi conquistado, reforçando a crítica social central do filme.

Autor:


Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.


Me Ame Com Ternura (2025) Aposta em Ótima Performance para um Gênero Confortável

Me Ame Com Ternura (2025) | Imovision

 Após viver separada do marido por alguns anos, Clémence Debré (Vicky Krieps) começa a se reinventar na vida, enquanto constrói uma relação com o filho, Paul, como o título sugere, cheia de ternura. Toda essa rotina dessa nova vida começa a azedar, quando ela anuncia a Laurent (Antoine Reinartz), seu distante marido, que se redescobriu como uma mulher lésbica e oficializa o pedido de divórcio. É certo de que ele não irá aceitar de jeito nenhum essa notícia, mas o que Clemance não sabe é que Laurent manipulará Paul a rejeitar a mãe, enquanto entra com um violento processo de guarda da criança. 

A partir desse ponto, Clémence irá lutar diversas batalhas para se afirmar no seu próprio direito como mulher e mãe, e para não deixar o laço com seu filho morrer dentro desse período. Me Ame Com Ternura é um livro autobiográfico escrito pela autor Constance Dedré (no longa, chamada de Clémence), lançado em 2020, e foi adaptado para as telas pela realizadora Anna Cazenave Cambet; integrando parte da programação da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2025. 

Existe aqui uma urgência em trazer esse relato para as telas: a jornada de Clémence/Constance no sistema judiciário em meio a misoginia e homofobia estrutural evidenciam justamente a falência do aparato público, mesmo em uma sociedade de "primeiro mundo" que se diz ser "avançada", como é o caso de vários países europeus. Cambet se ancora em sua narrativa de denuncia para exemplificar a realidade como as relações de poder e de gêneros acabam afetando e destruído os laços familiares, passando por cima dos direitos individuais e, aparentemente, universais. 

Sua grande aliada nesta missão de recontar a história de Debré é a atriz e produtora Vicky Krieps que, por sua vez, carrega o filme nas costas com uma ótima e sensível atuação como a nossa heroína, deixando o público interessado no desenvolvimento emocional de sua personagem ao logo da narrativa. A diretora, ao adaptar o romance, escolhe em focalizar toda sua atenção em Clémence, dando tempo e espaço necessário para o trabalho de Krieps florescer, para desenvolver melhor a relação entre mãe e filho e a busca pela alegria queer da protagonista, e como o processo de guarda pode atrapalhar sua vida amorosa. Nestes pontos, o filme acaba sendo bem-sucedido e com grande poder de sensibilizar seus interlocutores. 

Porém, a escolha de uma narrativa centrada em um única personagem que transita entre a agir e a passividade, acaba limitando o escopo da narrativa, já que não há um "insight" significativo em relação ao personagem do filho que não seja as poucas cenas em que aparece; e o antagonismo para com Clémence é apresentado quase de forma onipresente, deixando a trama sem um contraponto marcado. Obviamente, Cambet escolheu seguir a estrutura do livro de Debré, sem fugir muito da obra de partida, o que é bastante compreensível; mas deixa o longa-metragem, como obra isolada, bastante prosaico. 

Portanto, se o filme tem um problema, não está na mensagem, mas sim na forma, que não foge das convenções de um drama convencional europeu contemporâneo: muito se fala, muito se narra, mas pouco é mostrado, não há tensão entre personagens que seja palpável. É um filme que vive de vários momentos isolados que são costurados por vários momentos de narrações (que são lindas por sinal), mas que, sem uma direção desafiadora ou instigante, sendo mais uma narrativa dramática confortável. Funciona em parte como um filme de formação e em parte como um filme denúncia, mas falta uma coisa a mais nesta equação, algo que eleve a trama para fora do espaço do trivial. É um filme bonito, mas ordinário.

Autor:
                                  

Eduardo Cardoso é natural do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa. Cardoso é graduado em Letras pela Universidade Federal Fluminense e mestre em Estudos de Linguagem na mesma instituição, ao investigar a relação entre a tragédia clássica com a filmografia de Yorgos Lanthimos. Também é escritor, tradutor e realizador queer. Durante a pandemia, trabalhou no projeto pessoal de tradução poética intitulado "Traduzindo Poesia Vozes Queer", com divulgação nas minhas redes sociais. E dirigiu, em 2025, seu primeiro curta-metragem, intitulado "atopos". Além disso, é viciado no letterboxd. 

O Primata - Esqueça o Jason: agora quem te persegue é um primata enfurecido

O Primata | Paramount Pictures Uma estudante universitária e seus amigos se veem em uma luta por suas vidas quando um chimpanzé raivoso inic...