Autor:
Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.
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Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.
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| Hamnet | Universal Pictures |
Uma obra, para comover efetivamente o público, precisa trabalhar a sensibilidade e a empatia desde o roteiro até o olhar dos espectadores. E essa não é uma tarefa tão simples quanto parece.
Chloe Zhao, ao dirigir Hamnet, explora a dualidade entre o amor e o luto sob diferentes perspectivas ao longo do filme. A narrativa acompanha Agnes (Jessie Buckley), uma mulher modesta criada em um ambiente quase místico, profundamente conectada à natureza. O encontro entre Agnes e William (Paul Mescal) desperta uma nova faísca na vida da mulher de espírito livre, desenvolvendo rapidamente um romance intenso.
O filme oferece ao público um olhar materno sobre a dor agonizante de perder um filho tragicamente. William e Agnes vivenciam fragmentações causadas pelas diferentes formas de lidar com o luto; Will se fecha para a poesia e o teatro, enquanto Agnes sente a perda intensamente em seu corpo, alma e na própria conexão com a natureza.
Sob uma nova ótica, Zhao oferece maior visibilidade à esposa de William Shakespeare, figura historicamente ignorada, colocando Agnes no centro da narrativa como protagonista. Devastada, Agnes busca motivações para resistir à tamanha perda sozinha logo após presenciar os últimos suspiros de seu filho, levado pela peste bubônica. A dor da personagem não se limita apenas ao sofrimento psicológico; a diretora conduz o luto como uma experiência física, silenciosa e contemplativa. Cada espaço vazio, o contato com a natureza e os olhares sem rumo algum reforçam a sensação de ausência constante que consome Agnes lentamente.
Jessie Buckley entrega uma atuação sensível e dolorosamente humana, transmitindo emoções profundas mesmo nos momentos de completo silêncio. A atriz carrega consigo o peso da maternidade interrompida através de expressões sutis, tornando tangível a devastação interna da personagem. Paul Mescal, por outro lado, oferece um William contido emocionalmente, utilizando a distância como mecanismo para sobreviver ao próprio sofrimento.
Visualmente, Hamnet encontra beleza até mesmo em sua melancolia. Zhao utiliza a fotografia de maneira quase etérea, aproximando os elementos naturais para o estado emocional de Agnes. O vento, a terra, os campos e a água deixam de funcionar apenas como ambientação e passam a representar extensões do vazio e da memória.
Ao retirar William Shakespeare do centro da narrativa e conceder protagonismo à mulher historicamente apagada ao seu redor, o filme humaniza uma figura frequentemente reduzida à condição de “esposa do poeta”. Agnes deixa de existir apenas como suporte para a genialidade masculina e passa a ocupar o espaço de alguém atravessada pela dor, pelo amor e pela própria identidade.
Hamnet não busca manipular o espectador através de exageros dramáticos. Sua comoção nasce justamente da delicadeza com que entende o luto: silencioso, solitário e eterno. Chloe Zhao transforma a perda em algo quase íntimo para quem assiste, fazendo do vazio deixado pela morte a presença mais forte em cena.
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| Mortal Kombat 2 | Warner Bros. Pictures |
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Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.
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| O Diabo Veste Prada 2 (2026) | 20th Century Studios |
Após vinte anos, o diabo ainda veste prada?
Durante um desastre editorial da Runway, a poderosa editora da moda Miranda Priestly (Meryl Streep) é obrigada a se reunir com Andrea/Andy Sachs (Anne Hathaway) para salvar a reputação da revista e assim como de suas carreiras. Lançado em 2006, O Diabo Veste Prada foi um filme secular dentro da esfera das comédias dramáticas/românticas estadunidenses nos meados dos anos 2000; tornando-se um marco do gênero e conquistando uma quantidade considerável de fãs que perdura até hoje.
Baseado no livro homônimo de Lauren Weisberger, o longa original se debruçava nos bastidores do mundo da moda através da personagem de Hathaway que é vista e tratada como uma outsider, uma presa perfeita para a antagonista de Streep, que por sua vez tem inspirações com a (agora) ex-editora chefe de Vogue US, Anna Wintour. Apesar de Sachs passar por uma série de provações quase sadomasochistas e, eventualmente, subir no conceito de Priestly, a mocinha desiste da carreira na Runway para seguir com no jornalismo.
Como, então, realizar um filme tão amado e querido por tantas pessoas que cresceram com ele? Chamar a mesma equipe criativa do primeiro filme: o diretor (David Frankel), roteirista (Aline Brosh McKenna), produtora (Wendy Finerman), diretor de fotografia (Florian Balhaus), elenco e por aí vai... Dando assim uma continuidade artística que mantém parte de sua identidade visual anterior e um desenvolvimento de personagens muito contundente para aquele universo. No entanto, o roteiro periga pelo limiar entre uma sequencia direta e uma legacy sequel, já que na sua primeira metade, vemos que as situações arquitetadas são novas, mas nem tanto. Por mais que Andy seja uma jornalista premiada, ela ainda é tratada na Runway como se fosse a mesma de vinte anos atrás; e há também vários frames que fazem a alusão com o filme anterior como um paralelismo iconográfico do que algo de importante para a narrativa. A partir da segunda metade, o roteiro flui bem melhor, a trama fica mais interessante e o filme começa a ter mais independência de seu antecessor.
O aspecto temático mais interessante do primeiro filme, para mim, não necessariamente era a questão se Miranda era uma chefe abusiva por questões pessoais, se Andy tinha um péssimo namorado e um círculo de amigos não muito legais (por mais também que sejam pontos contundentes e temas de debates até hoje), mas era a sutil intersecção entre o mundo da moda e do capitalismo: os bastidores da indústria, as máquina institucionais do poder interno e o papel da moda em ditar aquilo que deve ser consumido e quem devem consumir. Aqui, a abordagem é unicamente direcionada ao sufocamento do jornalismo por influências de grandes conglomerados midiáticos: Andy começa a trama recebendo um prêmio e uma demissão em massa; enquanto que Miranda tenta impedir que o novo dono do conglomerado (BJ Novak) venda a Runway para um milionário. É uma mensagem direta ao estado atual do jornalismo em um filme envolto dentro uma fantasia confortável e divertida, mesmo que a abordagem seja, ainda, muito idealista e pouco desenvolvida.
No final, o filme mescla sua crítica real a um certo ideal pós-moderno do sonho americano e o recicla em uma linda embalagem, daquelas que dá até pena de rasgar para abrir o produto: todo mundo precisa terminar bem. Essa abordagem inclusive, vem das screwball comedies dos anos 30 e 40 e, quase um século mais tarde, ainda é um recurso que é utilizado para um filme dito 'contemporâneo'; o que tem suas vantagens (sua agilidade e leveza na condução e desenvolvimento dos eventos) e desvantagens (o apego sentimental capitalista por meio do trabalho e do sucesso no mundo corporativo), é claro. Uma fantasia escapista em pleno século XXI.
Além disso, o retorno de Emily Blunt como Emily e Stanley Tucci como Nigel é mais do que bem-vindo, mas essencial e seus personagens tem mais importância nesta nova parte; principalmente a de Blunt, já que Emily é agora trabalha como chefe de departamento na Dior e tem recursos financeiros para pôr Miranda, e portanto a Runway, na palma de suas mãos e fará e tudo para conseguir o que deseja.
Se o roteiro é um pouco irregular (até mesmo para atender por uma mensagem mais popular), a escrita das personagens e o trabalho do elenco principal conseguem cativar e prender a atenção dos espectadores, antigos e novos; e assistir estes velhos personagens ganhando novas facetas e desdobramentos que pareça natural, dado o contexto do filme, é um dos seus maiores méritos. Outro ponto positivo, se tratando de um filme sobre a indústria da moda, é, claro, o figurino lindíssimo de alta costura que é apresentado em tela (neste caso, posso dizer "gowns, beautiful gowns" de forma não irônica). Quem assina a produção de figurino é Molly Rogers que colaborou no longa anterior com Patricia Field, que é uma lenda no departamento de figurinos em Hollywood. E como pode ser visto, parece que foi suado para conseguir reunir todas as peças utilizadas no filme (inclusive várias personalidades no mundo da moda como Donatella Versace e Marc Jacobs, e etc. aparecem em pontas ao longo do projeto).
O Diabo Veste Prada 2 (2026) não apresenta muitas inovações narrativas em relação ao anterior e, com certeza, não deve converter quem não gostou da primeira parte para esta nova; porém, para aqueles que cresceram ou que são apaixonados pelo filme de 2006, este novo abraça o espectador para dentro de sua idiossincrasia fantástica, milimetricamente concebida nos pequenos detalhes: um mundo luxuoso e cheio de perigos institucionais e morais. É um reencontro de titãs, por mais que dessacralizados, mas que ainda mantém uma ou outra qualidade. Um filme feito para ficar feliz no simples, daqueles que a máquina hollywoodiana sabia fazer há uns 20 anos atrás...
Respondendo a pergunta no início do texto: sim, o diabo ainda veste prada; desta vez, são dois pares. Pois um clássico nunca sai de moda.
Eduardo Cardoso é natural do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa. Cardoso é graduado em Letras pela Universidade Federal Fluminense e mestre em Estudos de Linguagem na mesma instituição, ao investigar a relação entre a tragédia clássica com a filmografia de Yorgos Lanthimos. Também é escritor, tradutor e realizador queer. Durante a pandemia, trabalhou no projeto pessoal de tradução poética intitulado "Traduzindo Poesia Vozes Queer", com divulgação nas minhas redes sociais. E dirigiu, em 2025, seu primeiro curta-metragem, intitulado "atopos". Além disso, é viciado no letterboxd.
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Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.

O Espanta Tubarões | DreamWorks
Uma mentira inocente faz um peixinho se tornar herói por acidente. Mas, quando a verdade aparece, ele busca proteção se unindo a Lenny, um grande tubarão branco.
A história da animação se desenvolve em torno de Oscar, um peixe pequeno com ambições enormes, que vive em uma cidade debaixo d'água chamada Southside Reef. Na dublagem, o nome foi adaptado para “Recife Zona Norte”, o que resulta em um erro de tradução, já que, no original, a localização indicada é ao sul. Cidade essa marcada por desigualdades sociais bem evidentes — desde áreas mais simples até regiões luxuosas onde vivem os “bem-sucedidos”. Esse contraste é essencial para entender suas motivações: ele quer desesperadamente sair da base da pirâmide e ser reconhecido.
Logo no início, o filme estabelece um conflito financeiro e pessoal que coloca Oscar sob pressão. Esse problema inicial funciona como motor da narrativa, levando-o a tomar decisões impulsivas que acabam o envolvendo em situações inesperadas. Ao mesmo tempo, vemos sua relação com Angie, que representa um contraponto importante: alguém que valoriza quem ele é de verdade, e não quem ele tenta aparentar ser.
Paralelamente, a trama apresenta o núcleo dos tubarões, uma espécie de “família mafiosa” que segue regras rígidas e expectativas tradicionais. Esse segundo núcleo adiciona tensão à história e também amplia os temas do filme, especialmente ao mostrar personagens que lutam contra papéis impostos a eles.
Conforme os acontecimentos avançam, Oscar passa a lidar com uma nova imagem pública que começa a ganhar força dentro da cidade. Isso muda completamente sua posição social e abre portas para o estilo de vida que ele sempre quis — mas também traz complicações, principalmente porque essa nova identidade não corresponde exatamente à realidade.
O filme explora bem as consequências desse tipo de situação: quanto mais Oscar tenta sustentar essa imagem, mas ele se afasta de quem realmente é e das pessoas que se importam com ele. Ainda assim, tudo é tratado com bastante humor, situações exageradas e um ritmo dinâmico típico de animações.
A impulsividade e vaidade do protagonista frequentemente chegam a irritar. Ele age de forma precipitada e muitas vezes exagerada para impressionar os outros, o que pode gerar frustração no espectador. Mesmo assim, essas características tornam o personagem interessante e proporcionam momentos de humor e tensão ao longo do filme.
Lenny é um tubarão branco, símbolo clássico de ameaça, sendo retratado como sensível, gentil e, sobretudo, em conflito com o papel que esperam dele. O personagem representa o tema da identidade de forma mais honesta do que o próprio protagonista em vários momentos: ele não quer fama nem aprovação superficial, mas sim aceitação genuína por quem é. Isso o torna um contraponto moral importante dentro da narrativa.
Além disso, O Espanta Tubarões frequentemente é comparado a Procurando Nemo, lançado apenas um ano antes. Ambos são animações ambientadas em mundos subaquáticos e com protagonistas peixes, mas a comparação vai além da temática: o filme da DreamWorks Animation refleta a rivalidade com a Disney, que já havia protagonizado lançamentos concorrentes como Vida de Inseto e FormiguinhaZ. Enquanto a Disney lançava produções com narrativa sentimental e clássica, a DreamWorks buscava humor irreverente, sátira e referências culturais — algo que também ficou evidente em Shrek, que brincava com os clichês dos filmes da Disney.
A trilha sonora é um dos pontos mais marcantes do filme, funcionando quase como uma extensão da própria identidade urbana e estilizada da história. O longa aposta fortemente em Rhythm and Blues, hip-hop e soul — o que combina perfeitamente com a ambientação inspirada em Nova Iorque. No geral, é uma trilha moderna e estilosa que reforça a identidade do filme e o torna mais marcante.
O Espanta Tubarões vai além da comédia ao explorar identidade e ambição. Enquanto Oscar mostra os riscos de buscar status a qualquer custo, Lenny reforça o valor de ser autêntico. Com humor, personagens carismáticos e uma estética urbana marcante, o filme equilibra diversão e mensagem de forma simples e eficaz.
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Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.
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| Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra | Paris Filmes |
Afirmando ser do futuro, um homem faz reféns em uma lanchonete de Los Angeles para recrutar heróis improváveis que o ajudem a salvar o mundo.
Quem assina a direção é Gore Verbinski, o mesmo responsável por O Chamado, pela primeira trilogia de Piratas do Caribe e por Rango. Nesses últimos trabalhos, o diretor explora uma combinação de comédia caricata com aventura, apresentando protagonistas marcados pelo exagero e pela expressividade. É o caso de Jack Sparrow, cuja caracterização começa pelo corpo: ele caminha de forma cambaleante, como se estivesse constantemente bêbado ou tentando se equilibrar em meio a uma tempestade — mesmo quando está em terra firme.
Seus gestos são espalhafatosos, com mãos trêmulas, olhares rápidos e mudanças bruscas de direção, reforçando seu aspecto excêntrico. Já em Rango, o protagonista é caricato de outra maneira: trata-se de um ator perdido dentro da própria vida. Seus movimentos são nervosos, exagerados e repletos de poses dramáticas, como se estivesse sempre encenando para uma plateia invisível. Neste filme em questão, a proposta mistura ficção científica com comédia e também apresenta um protagonista caricato: o “Homem do futuro”. Logo ao chegar ao restaurante, ele chama a atenção de todos ao subir sobre a mesa, marchando e fazendo caretas, evidenciando, mais uma vez, o gosto de Verbinski por personagens marcados pelo exagero físico e pela performance expressiva.
A premissa é, ao mesmo tempo, instigante e excêntrica: combina viagem no tempo, ansiedade tecnológica e um grupo improvável reunido em uma situação limite. Há uma clara influência da ficção científica contemporânea que problematiza a dependência digital, a inteligência artificial e o isolamento humano. O grande mérito da trama está justamente nessa ideia central — o mundo não chega ao fim por meio de uma explosão ou uma guerra convencional, mas por uma espécie de rendição silenciosa à tecnologia. Por outro lado, a experiência acaba sendo prejudicada pela duração excessiva. Com duas horas e quatorze minutos, o filme se estende além do necessário, e a narrativa certamente se beneficiaria de um corte mais enxuto, reduzindo cerca de trinta minutos para manter o ritmo mais dinâmico e envolvente.
O filme apresenta cada personagem desse grupo improvável em capítulos antes de chegarem à lanchonete, cada um apresentando os seus motivos e também sendo vítimas da tecnologia. Pegando um desses capítulos sem dar spoilers, os personagens Mark e Janet são professores que lidam com uma turma completamente absorvida pelos celulares, a ponto de isso afetar o comportamento dos alunos de maneira inquietante. Diante dessa situação cada vez mais estranha, eles acabam recorrendo a uma solução alternativa na tentativa de entender — e conter — o que está acontecendo. Essa escolha de contar a motivação de cada um, funciona, pois permite que o espectador compreenda melhor cada personagem e crie uma conexão mais sólida com o grupo como um todo.
Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra se sustenta pela originalidade da proposta e pela forma como articula humor, absurdo e crítica social em torno da relação humana com a tecnologia. Gore Verbinski reafirma seu interesse por personagens excêntricos e situações que beiram o caótico, construindo uma narrativa que, mesmo irregular em ritmo, consegue se destacar pela própria identidade. Apesar dos excessos — especialmente na duração e em certos momentos mais alongados —, a obra compensa ao provocar reflexão sem abrir mão do entretenimento. Ao apostar em um grupo improvável e em uma ameaça atual, o filme encontra um equilíbrio interessante entre o cômico e o inquietante, deixando uma impressão final curiosa e relevante dentro da ficção científica contemporânea.
Autor:
Meu nome é João Pedro, sou estudante de Cinema e Audiovisual, ator e crítico cinematográfico. Apaixonado pela sétima arte e pela cultura nerd, dedico meu tempo a explorar e analisar as nuances do cinema e do entretenimento.
Watchmen: Capítulo 2 | Warner Bros. Pictures Os ex-heróis aparentemente se tornaram alvos. Enquanto todos eles enfrentam a ética, demônios i...